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A ideia de que o pai possui menos anseios e preocupações durante a gestação ficou no passado. Não é à toa que o termo “grávidos” está cada vez mais sendo utilizado para transmitir a emoção que ambos sentem ao esperar por seus bebês.

De modo geral, podemos admitir que pais mais participativos durante a gestação acabam criando vínculos ainda mais estreitos com os filhos após o nascimento, já que durante o período de espera, eles são capazes de assimilar seu novo papel na família para, mais tarde, construir relações de confiança e influenciar positivamente na educação e formação de um novo indivíduo.

Sabe-se que a figura paterna é fundamental no desenvolvimento e formação da criança. Segundo o relatório State of the World’s Fathers (“O Estado dos Pais do Mundo”, em tradução livre), publicado pelos ativistas da Mencare, estudos realizados em diversos países demonstram que pais que possuem um envolvimento mais próximo dos filhos e um papel de “cuidador”, acabam educando crianças com um maior desenvolvimento cognitivo, melhor desempenho na escola, mais saúde mental e menos taxas de delinquência. De acordo com o documento, estudos também mostraram que a interação do pai também é importante para o desenvolvimento da empatia e habilidades sociais dos filhos.

Nas organizações familiares modernas, as rotinas tendem a ser mais colaborativas e envolver a todos de maneira mais justa. Com isso, os pais acabam se tornando mais responsáveis tanto pelos afazeres domésticos, quanto no cuidado com os filhos.

Licença Paternidade

Atualmente, existe uma preocupação mundial em melhorar as condições do nascimento dos bebês. Especialistas têm enfatizado cada vez mais a necessidade de ampliar não somente o período de licença maternidade, mas também o de licença paternidade, uma discussão nova e ainda pouco implantada.

No Brasil, a licença paternidade dura cinco dias, que devem ser contados a partir do nascimento do bebê (conta-se a partir do primeiro dia útil conseguinte). O mesmo vale para casos de adoção.

Algumas empresas, preocupadas com a qualidade de vida e com o rendimento geral, disponibilizam 30 dias aos funcionários que se tornam pais. Neste caso, todos os salários pagos neste período pelo empregador podem ser deduzidos do Imposto de Renda.

Em 2012, um pai solteiro, na impossibilidade de trabalhar e cuidar exclusivamente do filho recém-nascido entrou com um pedido de licença paternidade de quatro meses (120 dias) na Defensoria Pública da União e teve seu pedido aceito. Desde então, diversos projetos de lei que visam a ampliação da licença estão em tramitação no Congresso Nacional.

Recentemente uma empresa norte-americana de serviços de transmissão de filmes pela Internet anunciou que está adotando uma nova política de licenças ilimitadas de maternidade e paternidade aos funcionários, sem redução de salários.

Se levarmos em conta os inúmeros benefícios na formação de uma criança ao ter uma participação ativa tanto da mãe, quanto do pai em sua educação, esse é um grande avanço. Porém, se compararmos a países como a Suécia, ainda temos um longo caminho a percorrer, já que esse país fornece em torno de 1 ano e 4 meses de licença aos recém-papais.
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